"Chorei, chorei por horas, me desfiz em um lugar escuro mais conhecido como quarto, afoguei-me em lagrimas que por segundos pareciam lâminas que cortavam não só a face como por dentro do peito. Não é preciso entender, na verdade pouca coisa faz sentido, só sentir necessidade de por um instante me desarmar, tirar toda aquela armadura que me deixava com um ar de forte e segura. Tudo anda se perdendo com a velocidade da luz, e isso me amedronta, o que ontem era bom e me fazia feliz, hoje me atormenta, me deixa insegura e me faz duvidar. Queria poder voltar a ver as coisas com o olhar de uma criança, ser inoscente o suficiente pra acreditar em certas palavras que frequentemente são ditas e frequentementes são quebradas, temo que aquela velha frase “sozinho nascemos, sozinho morremos” pois nada tem ficado, desde muito criança sentir o gosto da perda e por algum motivo não consigo evitar partidas."
— Tenho medo do que não posso explicar. (via
nevou)